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Pois, foi assim, como se a bofetada tivesse vindo parar ao número errado, como se o universo tivesse trocado as linhas, a chapada foi... um “engano”.
Ainda atordoada, não só pelo cabrão do estalo, mas por toda a situação em si, deparo-me com nova realidade: foi, apenas e só, um engano.
Mas quem me mandou a mim estar no local errado à hora errada?
Um casal que ia a passar quando a agressão ocorreu não deixou de soltar uma gargalhada pela desculpa arranjada. Se eu não estivesse tão abananada e dorida talvez me tivesse rido também. Aliás, ter-me-ia rido certamente se o estalo não tivesse sido dado a MIM!
Eu olhava, ainda atordoada, para a cara da agressora. Devia ter a minha idade (não a que eu aparento, mas a que já tenho..), era loira, chorava copiosamente e não tinha mau ar. O Eduardo Sá que há em mim nestas situações (odeio escândalos!...) tentou perceber aquilo tudo, mas a Bad não se deixou para segundo plano, e diz-lhe:
- Enganou-se? Mas você está doida? Agora dá-se estalos só porque apetece, e depois foi tudo um equívoco? Vai ter de dizer isso à polícia...
O casal, que entretanto me rodeava com os “Está bem?”, “Isto realmente, anda cada maluco na rua!...” disponibilizou-se para testemunhar. E, ainda a procissão ia no adro e eu compreendo porque raio levei aquele estalo, quando o G., que tinha estado atónito até ali diz:
- Eu avisei-te que um dia ias arranjar problemas!
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!