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Hoje tivemos uma pequena reunião de família na casa dos meus pais e, após uma tarde de convívio com a minha tia E., eu dei um nome àquilo que muitas mães têm. Chama-se síndrome da mãe da noiva e, orgulhosamente vos digo, fui eu que inventei (o termo). Já convivi com muitos estilistas, lojistas, caterers e floristas para perceber que este síndrome é real. Quem dá cabo das cabeças dos organizadores de eventos com merdices nos menus, detalhes de pôr uma folhinha de salsa aqui, e mais uma azeitona da dimensão "X" acolá? Quem grita a plenos pulmões com a florista que arranjou rosas em dois tons de amarelo diferentes mas cujas diferenças são praticamente imperceptíveis a olho nu? Quem exige mais um brilhante Swarovski na cauda do vestido, porque há um ponto que não foi preenchido no meio de sete milhões e meio de brilhantes iguais? Quem stressa antes do casamento? Quem verifica a lista de convidados doze vezes por hora antes do grande evento? Quem quer fazer as mesas? Quem visita o local do evento quatrocentas vezes, liga para o padre um milhão e só passa mais tempo a cuidar do vestido da noiva que do seu próprio? Quem arruína com a paciência, os ouvidos e o bem estar de tudo quanto é empregado de mesa durante a festa, porque aquela mesa não tem pão ou esta não tem vinho?
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!