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Hoje celebrei o meu segundo dia de férias. Enquanto preparo as pernas para as dores musculares que se avizinham, nada melhor do que passar os dias de férias a fazer disparate atrás de disparate. Tomar o pequeno-almoço ao pé da praia, ou pôr o cinema em dia é razoável. Sabe bem acordar sem despertador, não ter horas para nada, fazer as coisas ao nosso ritmo. Isso sabe bem. Então porque raio decidi eu mudar o rumo positivo que as coisas estavam a ter e ir ao cabeleireiro? A um cabeleireiro qualquer, que eu sou uma gaja que vive nos limites do risco, quero cá saber quem me mexe numa das partes mais importantes da minha fisionomia!...
Como sou dada a poucas conversas e a poucas idas ao cabeleireiro, respondi estupidamente que sim a tudo. A única variação ao "Sim" foi no primeiro contacto, com a frase (imbecil): "Pode fazer o que quiser.".
Resultado: três horas (que ele me garantiu que ia ser uma) alapada numa cadeira, a ser atacada por tesouras, navalhas, tintas, papéis de prata, pentes grandes, pequenos, médios, cera, gel, laca e qual o resultado? Saí do cabeleireiro com um gato siamês na cabeça e com menos uma pequena fortuna na conta.
Não contente com isto decidi guardar o segundo dia das férias para uma coisa também muito prazenteira: ir ao dentista. A cadeira do dentista não é nada que me assuste de sobremaneira, mas com a péssima qualidade das minhas gengivas (ninguém é perfeito...) sei que uma limpeza nunca é apenas uma limpeza, e estou sempre sujeita a pequenas cirurgias que acabam por me transformar numa semi-imberbe dependente de batidos e líquidos. Ora se uma das botas de ski ficou paga com o cabeleireiro, o par ficou completo com a conta do dentista.
Estava a pensar que não tenho nada de extremamente desagradável e estupidamente caro para fazer amanhã. Se calhar ligo para a ginecologista para ver se ela me atende. É que tendo em conta o que aconteceu da última vez que lá fui, parece-me que é coisa para estar à altura dos dois acontecimentos anteriores...
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!