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(Que querem? Eu sou uma pessoa doente, tenho muitas histórias de médicos...)
Nos vinte ou isso minutos que passei no consultório levei com cerca de dez estatísticas. O homem é um estudioso. Primeiro levei com a história dos acidentes de ski. Diz a estatística (que é gaja para não mentir) que lesões como a minha acontecem maioritariamente devido a acidentes de ski. Em todo o Mundo. Excepto onde? Em Portugal e na Grécia, que tem rupturas de ligamentos cruzados anteriores sim senhor, mas é devido ao futebol.
Mais consulta, olha para as imagens da ressonância, faz um ar preocupado, olha para mim, fica muito pasmado com o meu aparente bem estar, manda-me tirar as calças (é bom ser médico, não é?), tenta arrancar-me a parte inferior da perna, manda-me vestir outra vez, volta a achar muito estranho o meu aparente bem estar (apesar de o mesmo ter diminuído drasticamente depois de o senhor doutor me ter tentado desmontar as peças) e encontra a explicação para tamanha ausência de dor. E onde estava guardada essa resposta? Na estatística, pois claro. Que também diz que as pessoas optimistas toleram melhor a dor que as outras. E a prova de que eu sou optimista está onde? Lá está, a interpretar a estatística. Porque, olhando para a primeira delas eu sou menina para achar que na Grécia e em Portugal se esquia maravilhosamente. Qual país de broncos, qual quê?!?
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!