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Polanski cometeu um crime. Assumiu-o. Fugiu. Evitou a prisão durante mais de 30 anos. Quando eu nasci, mais coisa menos coisa, Polanski drogou uma menor e violou-a. Assumiu o que fez e fugiu da América tendo cumprido apenas 47 dias de prisão. Durante estes mais de 30 anos Roman Polanski fez o que melhor sabe fazer: realizou grandes filmes. Um dos livros que tenho na prateleira chama-se "Roman, by Polanksi". Admiro o realizador. Sinto curiosidade pela vida do homem. Mas nunca (jamais, em tempo algum) aceito a corja de bajuladores que aparecem agora a trocar os lugares às coisas. Afinal, o violador deve ser poupado,coitadinho. E os suíços, esses vilões, deviam ter vergonha. Afinal, cometeram a heresia de aplicar a lei. Que Woody Allen assine este manifesto não me surpreende. Mas há pessoas com responsabilidades políticas e sociais demasiado importantes para exigir a impunidade de um violador. Feio, incompreensível e ambíguo. Pessoas (algumas delas, pelo menos) que se pelam por defender os que não têm voz, por proteger os mais fracos, não hesitam em minimizar a gravidade de uma violação para preservar um bem maior: a liberdade de um artista. Ou o mundo está louco, ou eu não li o livro de instruções.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!