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Quero aqui agradecer aos meus pais o facto de nunca me terem feito acreditar que eu cantava afinadamente uma única nota. O reconhecimento por parte de quem me é mais próximo de que a minha voz não passava de um instrumento de oratória e nunca poderia servir fins musicais poupou-me a constrangimentos e traumas públicos. Deve ser muito triste ter pais duros de ouvido que, doídos pelo crescimento das crias, transferem o bater de palminhas nas discutíveis graçolas infantis e levam a sua corujice mais longe, batendo palmas a uma máquina de escrever que canta. Também me sinto na obrigação de agradecer aos meus pais o facto de nunca me terem deixado sair à rua vestida como uma rameira de beira de estrada (nem mesmo no carnaval). E, acima de tudo, de me terem dotado com uma boa dose de autocrítica e de espelhos em casa. Por tudo isto, que parece tão óbvio para quem toda a vida teve pais de jeito, e por tudo aquilo que vi no Domingo à noite, obrigada mãe, obrigada pai.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!