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Confesso que, apesar de adorara minha sobrinha, tenho alguma dificuldade em aceitar as saídas airosas dela para todas as situações. Tendo como certo que o poder de argumentação é bom em qualquer idade, encaixo mal que ela lhe alie a "criatividade" quando começa a "derrapar" numa explicação. Depois de lhe ter dito o que aconteceu ao Pinóquio por mentir ( e de descobrir que ela não se preocupa muito com isso porque ela não é de madeira e o nariz não lhe vai crescer), decidi usar argumentos religiosos (logo eu). A conversa foi mais ou menos assim:
- Antes de falares pensa bem no que vais dizer. Jesus ouve tudo e vê tudo, e não gosta que as pessoas mintam.
Ela, um olho em mim outro a apontar de soslaio para cima, responde-me em sussurro:
- Ele aqui não vê. Tem tecto.
Cheia de vontade de rir e com uma renovada dose de moral em cima, lá continuei:
- Isso é o que tu pensas. Jesus tem olhos especiais e ouvidos especiais. Ele vê mesmo que haja tectos e paredes, e ouve mesmo que fales muito baixinho.
Ela olhava-me extasiada. A aproveitar a ausência de perguntas por parte da criança, lá avancei eu:
- Então diz lá o que ias dizer.
A resposta óbvia:
- Esqueci-me.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!