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Ir a Praga e não ver tudo o que está relacionado com Kafka é o equivalente a alguém ir a Roma e não ver o Papa. Se bem que eu fui a Roma algumas vezes e não vi o Papa. Em uma das vezes tive desculpa, não havia Papa. Das outras, nem por isso...
Reformulando:
Ir a Praga e não ver tudo o que está relacionado com Kafka é o equivalente a um católico devoto ir a Roma e não ver o Papa.
Posto isto, partilho convosco que ir ao Café Kafka é uma experiência em tudo equivalente à daquelas pessoas que vão ao novo programa da Júlia Pinheiro (explicação do programa, as far as I know: uma senhora estrangeira fala com entes queridos e falecidos de pessoas que estão na plateia). Voltando ao Café Kafka: talvez pelo facto de os senhores não limparem aquilo desde a última vez que o próprio lá foi, dá para sentir no ar um odor especial a mofo. Cheguei a ter receio de ir ao WC, não fosse Kafka ter lá ido antes de ter morrido e se ter esquecido de descarregar o autoclismo. A única coisa que não estava lá aquando das idas de Franz ao boteco eram: os dois empregados e a máquina do café. E os turistas da mesa do lado. A velhota que estava ao fundo era amiga pessoal do escritor, certamente. As cadeiras também eram daquela altura. E, fod@-se, se eu tivesse de sentar o rabo naquelas cadeiras todos os dias também havia de não bater bem da cabeça e escrever livros absolutamente fascinantes. Mas não. Diz que a minha cadeira é anatómica. E tem rodinhas. Depois não há best sellers, pois claro...
PS - A lâmpada de poupança de energia, no candeeiro ao fundo, também não é do tempo de Kafka...
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!