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Desde que este blogue começou, apresentei-o a pessoas que só me conheciam a mim.
Desde que este blogue começou, apresentei-me a pessoas que só o conheciam a ele.
Desde que comecei a fazer isso, foi como se metesse os pés pelas mãos, e agora tenho dezenas de posts prontos a publicar, guardados no fundo de uma gaveta de onde nunca poderão sair. Porque as pessoas não sabem, não querem saber, porque lhes dói tudo quanto há para doer, agredidas pelas palavras.
Se eu não tivesse tantos posts proibidos de sair cá para fora, hoje escrevia tudo quanto quisesse. Falava da amiga que leva a vida estupidamente, bebedeira atrás de bebedeira, como se tivesse 16 anos. Falava de relações, e dizia que as pessoas, quando gostam, aceitam os outros como são, ainda que não os entendam muito bem nesta ou naquela coisa. Falava de bagagens e explicava o porquê de algumas bagagens se tornarem tão pesadas que beliscam a intimidade das pessoas. Se eu tivesse um blogue pequenino, escondido algures no anonimato da blogosfera, podia fazer tudo isso. Mas não tenho e, por isso, hoje só me apetece atirar um esgar a este blogue e ignorá-lo. Hoje não me serve.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!