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Este blogue desde sempre assumiu a sua embirração com o "24 horas". Eu acho, continuo a achar, não sou daquelas pessoas que transforma o "morto" em mártir, que o "24 horas" não merecia existir no meu mundo. Mas o "24 horas" não é (era) só o pasquim que vomitava baboseiras todos os dias, que dava (achava eu) à populaça o que a populaça queria (se S. Alteza me lesse agora...). O "24 horas" é (era) o posto de trabalho de algumas pessoas. Acima de tudo, o "24 horas" é (era) o posto de trabalho de duas pessoas* que respeito e com quem fui construindo uma relação de afecto, muito acima das embirrações do blogue e dos posts belicosos e cáusticos. Essas pessoas, que são muito melhores do que o jornal para o qual trabalhavam, viam sempre estas embirrações com um fair play extraordinário. O que me leva a crer que havia pessoas a fazer o “24 horas” que eram muito melhores do que o jornal que produziam. Por isso, não obstante a minha indiferença perante o fim de uma coisa que não me faz falta, posso dizer que é com alguma pena que vejo este dia chegar. E porra, que os gajos fizeram uma última primeira página do caraças, lá isso fizeram.
*Prometi a uma delas que não haveria nomes.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!