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Um destes dias o meu pai tentava recuperar o link do meu blogue. Deixou de passar por cá quando percebeu que havia demasiada gente que, não gostando, também não virava costas e ia embora, precisando de algo que lhe enchesse os dias, como deixar insultos nos comentários (quando os havia) ou perdendo tempo a mandar mails com esses mesmos insultos. O meu pai não é desta geração tecnológica. Isso são coisas que o incomodam. Mas pronto, por razões que não vale a pena esmiuçar aqui, ele queria cá voltar. Podendo ele estar desmemoriado de algum do conteúdo do blogue, lá fui eu recordando que estava cheio de vernáculo, com algumas opiniões (demasiado) vincadas e salpicado com palavrões. A mãe decide intervir:
- Palavrões? Tu? Nunca sequer te ouvi dizer "merd@".
O meu cavaleiro retorque:
- Sim, isso é ela. Mas no blogue não é ela. A outra é que escreve palavrões.
Em suma, não me mandem mails a tecer juízos de valor sobre mim. Não armem ao psicólogo de almanaque, cuspindo teorias sobre o que está escrito neste ou naquele post, tecendo paralelos com a vossa imaginação, como se me conhecessem de algum lado. Não vomitem opiniões sobre a minha vida, a minha pessoa, ou as minhas atitudes. O que aqui lêem é um pingo de água na enxurrada que - Graças a Deus! - é a minha vida. É absolutamente deprimente imaginar que, em pleno século XXI, um bando de frustrados se dê ao trabalho de escrever um mail a uma pessoa que nunca viram mais gorda para vomitarem teorias fracas e descabidas sobre uma vida que, alegadamente, desprezam, mas que não resistem a espreitar.
Resumo deste post: acabei de ler os mails que recebi durante as férias.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!