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Deve ser frustrante ser-se D. Duarte. Ser o rei sem trono, o nobre do país pobre, sem castelo nem glamour.
D. Duarte falou ao país, em vésperas da comemoração da Restauração da Independência. E disse as coisas que D. Duarte diz, agarrado a um passado que já não volta, pendurado no sonho vão de um futuro que não há-de vir.
D. Duarte acha que o país está numa situação humilhante. E eu concordo. Até acrescentaria mais palavras, como deprimente, doente, caótico e frustrante. Acaba aqui a minha sintonia com D. Duarte. Porque D. Duarte culpa a República pelo estado em que se encontra este país. E até acredita que, dependendo de como a pergunta é feita, Portugal quereria uma Monarquia, se consultado em referendo. Claro. Se me perguntassem: "Preferia uma Monarquia ou que lhe arrancássemos os olhos para fritar em azeite?", eu cá queria a Monarquia. Adiante... o que me chateia é que uma pessoa tão bem formada, que certamente estudou nos melhores colégios e sabe o que se come com que talheres, se mostre tão alheado da realidade. Alguém explica a D. Duarte que medidas de austeridade muito semelhantes às nossas foram ou vão ser implementadas no Reino Unido e em Espanha?
Que são, vamos lá, todos em coro: Estados Monárquicos.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!