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Facebook, a vida num conto de fadas

por Bad Girl, em 13.01.11

O status de um "amigo" do Facebook diz: "Faz um ano que me libertei daquele antro. Foi o dia mais feliz da minha vida!".
Como vocês não conhecem o A. podem achar que ele é apenas e só uma pessoa indelicada que celebra o facto de se ter despedido há um ano. E que dali deve ter tirado grandes proveitos. Afinal, foi o dia mais feliz da vida dele.
Nada mais errado, eu traduzo: o A. foi despedido, há exactamente um ano, do sítio onde trabalhava há quase 20 anos. Durante esses 20 anos perdeu festas de aniversários dos filhos, faltou a jantares de família e passou noites sem dormir, tudo pelo seu emprego, que sempre colocou em 1º lugar. Não hesitou na escolha que a mulher o obrigou a fazer e está divorciado. Foi comido por lorpa e levou para casa  uma indemnização de merda.
O A., passado um ano do "dia mais feliz da vida dele", tendo ex-chefes, ex-colegas, ex-parceiros de negócios e todos os actuais da mesma espécie como "amigos" no Facebook, grita que se libertou (uh, uh) e que foi o dia mais feliz da vida dele. Podia estar sossegado? Podia. Podia ter noção da realidade e ficar lá no cantinho dele? Podia. Mas não. O ego das pessoas precisa destas coisas: de ilusões. De fazer de conta. De gritar mentiras tão alto e tantas vezes que, eventualmente, elas se tornam verdades. Haverá uma ou outra pessoa que, sabendo zero da vida do A. (eu sei pouco mais do que isso), pode achar que aquilo é verdade. Nós, os outros, achamos que aquilo é apenas e só um exercício de expiação. Dos tristes, é verdade. E o Facebook é um sítio tão fantástico para vermos dessas coisas. Ainda não percebi porquê, mas as pessoas vêem um amigo no FB. Contam-lhe tudo, sem terem a noção de quem pode estar a ver. Inventam vidas. Acreditam nelas. Ainda há-de aparecer um psicólogo que explique isto. Um dia. Quando já não estiverem ocupados a brincar aos profilers.



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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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