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De todas as vezes (milhares delas, pois certamente) que sonhei com este momento, havia sempre uma fanfarra, um tapete vermelho e homens altos e espadaúdos vestidos de pinguim com rosas vermelhas na mão para me receberem. Multidões ovacionando a minha passagem, crianças ranhosas ao colo de suas mães, esperando um beijo meu, um aceno e um sorriso. E eu passava por eles, aura de princesa, cabelo e vestido esvoaçantes, toda eu allure.
O meu e-mail estaria pejado de ofertas: ele era telemóveis, maquilhagem, desmaquilhante, cremes vários, calças de ganga, sapatos e um ou outro voucher para passar o fim de semana num regime de tudo incluído numa aldeia do Alentejo.
Pois vos digo que nada. Nem sequer um raio de um formigueiro nos pés.
Passou-se o milhão e só dei por ela uns três ou quatro dias depois.
Sou uma mãe desnaturada. Espero que a Segurança Social dos blogues não venha atrás de mim.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!