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Hoje, ao chegarmos a casa, demos de caras com um cano que decidiu (voltar a) cuspir água. Da primeira vez que ele cuspiu água, chamou-se "o senhor" que veio instalá-lo. Ele arranjou-o. Sendo que o verbo arranjar é aqui utilizado em total liberdade criativa de minha parte. O cano começou, pouco tempo depois, a pingar água, e nós arranjamos uma daquelas soluções fantásticas, que envolve um pano e algumas orações. Hoje ele achou que não estava a fazer-se ouvir quanto baste, e começou (voltou a) cuspir água. Diálogo de loucos que se seguiu:
Bad - Temos de fazer alguma coisa.
MQT - A única solução é passar-lhe uma daquelas fitas isoladoras.
Bad - Não há outra?
MQT - Eu disse a única. Se eu disse que era a única, não há outra.
Eu amuei.
Dez minutos depois, MQT remexe uns papéis:
Bad - O que procuras?
MQT - O número de telefone do "senhor".
Bad - Para...
MQT - Então... para vir cá arranjar o cano.
Bad - Pensei que a única solução era a fita isoladora.
Ele amuou.
Moral da história: nem sempre "a única coisa a fazer" é a única coisa a fazer.
Está bem que "o senhor" pode cá chegar e limitar-se a pôr fita isoladora. E aí sim, talvez essa seja mesmo a única solução.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!