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Às vezes precisava de acreditar mais em coisas. Em coisas nas quais as outras pessoas acreditam e que eu, por ser um bocadinho descrente, não. Gostava de acreditar que as pessoas têm em dobro aquilo que fazem aos outros. Gostava de acreditar que as pessoas com um bocadinho de carácter têm um bocadinho de sorte, que às pessoas boas acontecem coisas boas, que às pessoas más o céu, eventualmente, lhes há-de cair em cima. Sempre fui estupidamente céptica e a vida nunca se deu ao trabalho de me apresentar provas de que eu estava errada. Continuam a passar-me diante dos olhos desequilíbrios absurdos. Continuo a ver gente que não vale o chão que pisa ou o ar que respira safar-se, airosamente. Só falta a medalha de mérito. Continuo a ver pessoas com uma dignidade irrepreensível serem castigadas, como se a vida fosse um daqueles colégios internos em que toda a turma é castigada porque houve um filho da puta que serrou a perna da cadeira da professora. Que pena. Às pessoas reles e poucochinhas o que eu desejo faz de mim uma pessoa rancorosa e mesquinha. Vai uma aposta que o karma, nesse caso, já funciona?
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!