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Como já aqui referi por mais de uma vez (os links? Sei lá deles…), sou pessoa de me desiludir pouco. Isto porque tendo, sempre que posso, a não criar expectativas. Lamentavelmente a pessoa que me acompanha os dias faz o contrário, acredita sempre nos outros, acha sempre que as pessoas são boas e queridas e que estão à altura de corresponder às suas expectativas. E, como uma relação (disseram-me) é feita de cedências, de vez em quando lá me deixo eu ir na onda e, num fenómeno quase “osmósico”, lá fico eu também a achar que sim, dá-se primeiro a oportunidade e depois, se for preciso, é que se levanta a guarda. Mas não. Os dias provam-me sempre que, infelizmente, eu tenho razão. Posso ser dona de uma "cabrice" incomensurável, posso perder belas oportunidades de conhecer pessoas óptimas apenas e só porque levanto a guarda primeiro e só depois vou percebendo se vale a pena baixá-la. Normalmente não perco, tenho vindo a comprovar. Porque as pessoas óptimas não abundam. Porque as pessoas alegadamente óptimas escondem não falhas, mas lapsos de carácter. Porque o que faz delas “óptimas” não é o assumirem uma posição, ainda que magoe. É ficar calado, num canto, à espera que ninguém perceba o “truque”. E depois, passada a tempestade, lá volta a pessoa “óptima”, cheia de sorrisos. As pessoas, em génese, e como eu já não estou habituada a ir em cantigas, não me desapontam pelas suas atitudes. É a falta delas que me chateia. E há tanto disso por aí…
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!