por Bad Girl, em 28.11.07

(e, se por acaso eu estiver a meter água na terminologia cinematográfica, caro T., I’m so sorry...):
Pegar no Ridley Scott. Dar-lhe muito dinheiro. Deixá-lo gravar uma história (super-original!!!) de um gangster na América. Deixá-lo escolher os actores. Não discutir o facto de ele pegar num neozelandês para fazer de típico polícia americano, só porque uma vez o pôs no meio de uma arena de pernoca à mostra e ele sacou o “Oscar”... Herói já temos, em fórmula que ganha não se mexe. Falta o vilão. O Kevin Bacon não dá... o gajo tem de ser Afro-americano (Bad, politicamente correcta...). Ah, já sei, o Denzel! Afinal se o gajo ganhou um Oscar por fazer de polícia corrupto, pode perfeitamente ajudar o Ridley a ganhar (finalmente!) o “Oscar”. Porque o Denzel não falha, mesmo que tudo o resto esteja entre o medíocre e o aspirante a “Oscar”. Denzel é a única estrela que brilha neste filme, feito para encher as medidas dos membros da academia e para “recauchutar” o orgulho americano. Para mim, foram duas horas e meia de perda de tempo. O cinema americano está a começar a chatear-me à séria.