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Já passou, eu sei. Depois disso tivemos a chegada da Primavera e a (mais uma) greve geral. E eu não escrevi sobre nenhum deles e já não tenho mais nada para dizer sobre isso, são coisas que se repetem. A Primavera chegou e a greve passou. E eu quero falar do dia do Pai. Que também se repete, mas sobre o qual me apetece pensar. Lembro-me de fazer um cinzeiro para o meu pai. Ele não fuma. Nunca fumou. Era uma coisa manhosa e torta que ele recebeu com um sorriso nos lábios. Usou-o para pôr as moedas que tirava do bolso. Não me lembro se havia festas no infantário no dia do pai ou da mãe, mas acho que não. Não entendo isto das festas nas escolas dos miúdos. Não é feriado. Há-de haver pais que podem sair a meio da tarde para irem à escola. E os outros? As empresas não fecham, as pessoas não têm todas horários flexíveis e patrões/ chefes compreensivos. O que sentirá o miúdo do pai que não aparece? Não porque gosta menos do filho. Não porque acha uma palermice passar uma tarde a ouvir miúdos desafinados e desalinhados a cantar. Nada disso. Apenas porque não pode. Parte-se-me o coração pensar que há um miúdo que não entende nada destas coisas a chorar agarrado a uma professora porque o pai foi o único que não foi vê-lo cantar. Acho violento. Injusto. Desnecessário. Marginalizador'pp.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!