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Lamentavelmente, nos últimos tempos, tenho sido confrontada com as mais rudimentares e primárias demonstrações dos efeitos acima. Não directamente. Tenho a noção de que, se alguma vez sofri consequências desse efeito, estas foram-me mais vantajosas do que penosas. Mente quem diz que não liga ao aspecto alheio. Com quantos dentinhos tem na boca. Uma coisa será saber valorizar na medida certa - e qual é a medida certa? - o aspecto, o ar, a aura ( o meu superior hierárquico diz 'áurea') de cada um. Outra coisa é não valorizar, de todo, o aspecto dos outros. Mais ou menos julgadores dos outros, mais ou menos capazes de ir além da superfície todos cedemos, mais ou menos vezes, à tentação de analisar superficialmente quem nos rodeia ou quem connosco se cruza. Nada de errado nisso, digo eu em defesa de causa própria. Nós precisamos de arrumar, compartimentar, as pessoas que nos rodeiam. O aspecto é um factor tão relevante como outro qualquer. E engana. Pois engana. Também a voz, o currículo ou o olhar enganam. No meio do engano estará, contudo e porventura, o carácter e não a competência. E aí é que a porca torce o rabo, aí é que entramos numa espiral de injustiças e maus juízos de valor. Valor profissional. Nunca na minha vida laboral ( e trabalho há muitos anos) vi tanto o efeito de Halo/Horn a acontecer. Dói-me. Dói-me saber gente competente e cheia de competências sujeita a uma avaliação ridícula e injusta das suas capacidades e potencialidades. Perturba-me que se giram empresas da mesma forma que se gerem interesses privados: com a pele. Se, na minha vida privada, chego a ser irredutível na questão da 'pele', sei que no meu trabalho não posso fazê-lo. Claro que, se em igualdade de circunstâncias, estiver a avaliar duas pessoas com o mesmo potencial e tiver mais empatia com uma delas, é essa que eu vou querer a trabalhar comigo. Mas esse não é o caso. Nunca há duas pessoas iguais. Até porque, quando 'aparecem' a igualdade de circunstâncias muda logo. É preciso ser mais forte do que isso. E se eu, que tenho uma equipa há meia dúzia de dias sei isso, porque é que a senioridade de alguns não lhes dá clarividência suficiente para derrotarem o Halo e o Horn?

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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