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por Bad Girl, em 26.09.14

Mãezinha querida sempre me ensinou que uma das piores coisas do mundo é fazer as coisas “à quem quer e não pode”. A simplicidade não é uma coisa feia, não é uma coisa da qual nos devamos envergonhar. O não saber a raiz quadrada de 5041 (ou de 9) ou qual a capital do Peru não faz, por si só, uma pessoa burra ou ignorante. A inteligência não se mede, acho eu, pelo convencionado como cultura geral. Há gente que não sabe escrever e é inteligente. Será culta? Provavelmente não. Tendo isto em conta, muito me irritam dois tipos de pessoas: as que fingem ser aquilo que não são, que se comportam como arautos da sapiência, inventando até respostas se for necessário, e os outros, os que sabendo que não sabem, fazem bullying aos que sabem, pois não tendo a humildade de assumir a sua ignorância, preferem menosprezar a dizer, por exemplo, “O que é que isso quer dizer?”. Se os que inventam respostas, às vezes, no meio da irritação, me divertem, os outros, francamente, repugnam-me. Não percebo este desejo de apregoar a ignorância como se o conhecimento fosse uma coisa errada. Esta doença social, que começa em tenra idade, de marginalizar os que sabem ou os que, não sabendo, procuram saber, estende-se até à idade adulta. A diferença é que, passados os anos, pode já não se fazer bandeira da estupidez, mas ocultá-la. Os mais habilidosos, os que conseguem fazer jogos entre o inventar respostas e mascarar o bullying com posições de poder lá se vão safando, por entre os pingos da chuva, entre uma imprecisão histórica e um “já tinha tido essa ideia mas não me parece que vá funcionar”. Até ao dia em que são apanhados na curva por quem está farto de ser enganado ou em que são abandonados pela “muleta” que os aguenta. E, nesse dia, é vê-los espernear, disfarçadamente, porque não há-de ser aquela espertalhona, que os abandonou, que vai estragar-lhe toda uma vida de subvalorização do conhecimento.   

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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