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Aqui há uns tempos pensei ter chegado à conclusão (absurda, de resto) que o Mundo não gira à minha volta. Em tempos idos a ousadia de insinuar isso teria levado o individuo que proferiu tamanha heresia à fogueirinha. E não seria para se juntar aos meninos do Huambo, certamente. Mas não. Hoje em dia tudo se perdoa, tudo se releva, e as pessoas podem dizer os disparates que quiserem, acabando por passar impunes. Adiante... Cheguei à conclusão que isso não é verdade. O Mundo, gira, sim, à minha volta. Que outra explicação haverá para aquilo que eu ouvi hoje (claro que no carro dos meus progenitores e na RFM)? Não me vão dizer que anda por aí a passar uma música de André Sardet que repete incessantemente "Gosto de ti simplesmente porque gosto", mesmo de verdade. Ninguém me pode convencer que aquilo não foi uma coisa que aconteceu só ali, apenas e só porque o universo decidiu parar o ritmo normal das coisas e quis pregar-me uma partida...
Mais depressa volto eu a acreditar que o Mundo gira à minha volta do que tenho capacidade para acreditar que não só há editoras que gravam CD com letras daquelas, como há rádios que aceitam passá-la...
Oh, Bad, não achas que estás a exagerar?
Não, não acho. E vocês, se lessem a letra, também achariam. E nem por acaso, cá está a letra. Camões, querido, se lês este blog, por favor não leias esta parte. É para o teu bem. Garanto-te. Já tu, André, se leres este blog (isto sendo muito mais improvável), drogas fazem mal. A sério. Ah, e tal, mas vejo elefantes cor-de-rosa e tenho picos de criatividade... Não. Caca, larga isso!
Já pensei dar-te uma flor
com um bilhete
mas nem sei o que escrever,
sinto as pernas a tremer quando sorris para mim,
quando deixo de te ver
(eu não queria começar já. Juro que não. Mas tem mesmo de ser: claro que não sabes o que escrever no puto do bilhete. Mas achas que sabes escrever uma música, não é? Bad idea... Ah, e como consegues ver que ela sorri quando deixas de a ver?)
Vem jogar comigo um jogo,
eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha,
quanto é que eu gosto de ti.
(Ora aí está uma ideia à homem. Um jogo. E fecha os olhos. Muito bem. Adivinha o quanto eu gosto de ti? Fod@-se. E "Tens forno", não? Olha que também é uma abordagem gira...)
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim
(Eu se calhar já não tinha mais nada para dizer sobre isto... é que estou enjoada... a aplicação da Lua é muito linda. E original. Podias dizer que gostavas dela até ao Algarve. É que a Lua vê-se, e o Algarve... enfim.)
Ando a ver se me decido
como te vou dizer
como te hei-de contar,
até já fiz um avião com um papel azul,
mas voou da minha mão...
(É só a mim que este verso parece absolutamente estúpido? Ainda mais estúpido que tudo o resto?)
Vem jogar comigo um jogo,
eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha,
quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim
Quantas vezes parei à tua porta,
quantas vezes nem olhaste para mim,
quantas vezes eu pedi que adivinhasses,
o quanto eu gosto de ti.
(Parar à porta da moça, numa tentativa de declarar amor, é coisa para não resultar. Já para vender canais de TV Cabo diz que é uma estratégia que vai bem. E para ser preso? Isso é que é! Como, mas como queres que ela adivinhe o quanto gostas dela? Ela sabe lá quanto é daqui até à lua! Já se fosse daqui até ao Algarve...)
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim
É assim: ele diz que é para responder a um desafio, e que tem regras, que estão aqui.
É para por uma fotografia minha (parece que é de corpo inteiro e em nu, por isso vão ter de esperar até eu arranjar um fotógrafo à altura) e para passar a não sei quantas pessoas. Dá muito trabalho. A parte de responder às questões com músicas, que é a única que vou fazer, deixou-me o coração dividido. De um lado, Rufus Wainwright. Do outro, Tony Carreira. Para cada pergunta, duas respostas.
1) És homem ou mulher? "Damn Ladies"; "Dona de mim"
2) Descreve-te: "I wonder what became of me"; "Morena bonita"
3) O que as pessoas acham de ti? "Evil Angel"; "O que eu gosto numa mulher"
4) Como descreves o teu último relacionamento: "Imaginary Love" "Adeus até um dia"
5) Descreve o estado actual da tua relação: "I'm not ready to love" "Amor a três"
6) Onde querias estar agora? "Rainbow Crossing"; "Comboio do amor"
7) O que pensas a respeito do amor? "Nobody's off the hook"; "Não procures mais"
8) Como é a tua vida? "Ups and downs" "Ai destino ai destino"
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? "Instant pleasure"; "A vida que eu escolhi"
10) Escreve uma frase sábia: "Release the stars"; "O meu pai dizia assim"
Vá, sosseguem os mais ansiosos. A solteir(on)a mais convicta da blogosfera não decidiu desistir da vida celibatária (menos, Bad, menos...). Nem sequer anda por aí a fazer muros novos. Quem eu amo de paixão é, pasmem-se, o Senhor Carlos do Carmo.
Hoje, depois de uma tarde passada a aturar manias de uma pseudo-vedeta com aspirações a estrela, entrei no carro e, em vez de carregar no botão "Disc" deixei-me ficar a ouvir um pouco do que passava nas ondas da rádio. Aquilo era decisão para não durar muito. A minha paciência para os disparates do Alvim tem limites muito estreitos. De repente, e para meu regozijo, lá estava ele, a transformar um programa de rádio que segue linhas de gostos duvidosos num programa carregado de dignidade e classe. E eu esqueci o trânsito, a estupidez do meu dia e o frio. E fiquei a ouvir coisas que só um Senhor tem capacidade para dizer. E não posso estar aqui a escrever sobre uma das pessoas do meio artístico que mais admiro. Por uma simples razão: apesar de me considerar fluente nesta língua, sei que teria de inventar novas palavras para descrever, ainda que certamente com algumas falhas, tudo o que gosto em Carlos do Carmo. À falta de outras palavras, deixo-lhe os Parabéns pelos seus 45 anos de carreira. E que venham mais 45.
... irresponsáveis e estúpidas que se pode ter, depois de uma semana que foi passada de lenço na mão, pastilhas em riste e termómetro a jeito, entre o arrastar-me para o trabalho e o não conseguir mesmo deixar a cama, decidir sair de casa num Sábado à noite ganha aos pontos a qualquer outra.
Claro que foi fucking amazing. Claro que justifica (será?) eu estar pior hoje.
Os Nouvelle Vague foram grandes para um Sá da Bandeira cheio.
A foto, essa, roubei-a daqui. Eu estava mesmo ao lado, por isso considerem este o meu ângulo.
Martha, a mana mais nova (das legítimas) do querido Rufus não destoa do resto da família e canta bem como o caraças.
O título do último álbum é aquele ali em cima. A música é "Bleeding all over you". Para ver neste link, e para ler aqui:
There are days When the cage Doesn't seem To open Very wide at all There are others That would shock The most Indiscriminate Lovers of all My heart Was made For bleeding All over you You got A girlfriend And I can only Talk about her For so very long Then my mind turns Into my heart And whispers Into that dark cave That I've been wrong My heart was made For bleeding All over you And I know You're married But I've got Feelings too And I still Love you You moved up North You've got a farmhouse There's cowshit In your brain And love in your heart I'm in the city And I'm trapped Between two buildings Aand having to start At the start You've got a daughter Now you're a father You have your pack And they are wild My heart was made For bleeding All over you And I know You're married But I've got Feelings too And I still Love you I still love you Na, na, na Na, na, na I've got Feelings too And I still Love you Yes I still love you

Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!