Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Vou ali e já volto.

por Bad Girl, em 21.06.11

 

Façam o favor de ter saudades minhas....

Das discussões II

por Bad Girl, em 13.06.11

Não sei se alguma vez ganhei uma discussão. Normalmente viro costas antes de ela acabar. Agora que penso nisso, talvez também não tenha a última palavra. Paciência. 

Das discussões I

por Bad Girl, em 13.06.11

Eu com loucos ainda discuto. Chega a ser divertido. E, quando com o louco certo, pode até ser um processo genial.

Agora com gente burra já são outros quinhentos. Desapareço antes de eles conseguirem dizer pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico.

Da saudade

por Bad Girl, em 08.06.11

Nas saudades, como em tudo o resto, tenho um sentir muito atípico. Não tenho saudades de pessoas que não vejo há anos. Não sinto, lamento. Por vezes lembro-me delas com alguma nostalgia, um sentimento delico-doce, mas não me aperta o peito nem me falta o ar. Não sinto saudades das minhas amigas da Primária, fiéis companheiras de brincadeiras. Não tenho saudades da minha melhor amiga do Preparatório, de quem só me separava para dormir. Não tenho saudades de ninguém que foi outrora importante e que, por alguma razão, saiu da minha vida. Não tenho saudades do meu primeiro namorado, sabe Deus se ainda me lembro da cara dele. Não tenho saudades do meu primeiro emprego. Sinto a saudade na hora da despedida, sinto o aperto no coração e a falta de ar, as lágrimas a bulharem para sair dos olhos. Sei que aquelas pessoas, tão importantes para mim, vão passar a ser irrelevantes dentro de pouco tempo. Sei que vou continuar a gostar das que gosto, da mesma maneira que as gosto, mas não me vão fazer falta. E isso traz-me a angústia que não me trazem as saudades. Gostava de ter saudades de alguém, de algum sítio, de algum sentimento. Mas não. Deixo as pessoas e os sítios para trás com uma lágrima no olho. O tempo que demora a lágrima a secar é equivalente ao tempo que as pessoas e as coisas passam a ser memórias. Não memórias tristes. Apenas memórias. Hoje começou a formar-se uma lágrima. E custa-me, de uma forma asfixiante, pensar que ela durará apenas o tempo da queda.

 

Mas o que este blogue pode fazer, porque é meu e porque eu faço o que bem entendo com ele, é apresentar-vos o novo negócio dos meus amigos. Obviamente eu não vos apresento todos os negócios dos meus amigos, mas deste vale a pena falar. Primeiros, porque mete carteiras. Segundos, porque é um negócio com preocupações ecológicas. Terceiros, porque envolve aquelas bolhas dos envelopes almofadados, sabem? Posto isto, apresento a minha carteira (que eu paguei, não há cá borlas), que tem um nome (é só ver aqui), mas eu não ligo a essas mariquices. Os meus amigos abraçaram as Big Bubble Bags há pouco tempo e precisam que as pessoas os obriguem a largá-las. Por causa do ROI, ou lá o que é.  Ah, mas é plástico... pois é. Mas é só ver as wishlists das fashionistas, que até têm cócegas no pipi só de pensar nas carteiras de plástico da Furla. Ah, mas só estão à venda nos Armazéns Marques Soares e no Muuda, e eu não sou do Porto... sim, e compras online é uma coisa que vos foge horizonte, querem cá ver? 

 

Façam-me lá a vontade, que eu peço-vos pouca coisa em troca de tudo quanto vos ofereço: primeiros, amigam-se com as BBB no Facebook. É só fazer "Gosto". Segundos, vão ao blogue ver o que podem comprar. O terceiros é fazer uma encomenda, mas pronto, nisso já vos dou alguma liberdade.

 

Eu bem podia ter aproveitado isto para fazer um passatempo...

 

Jonas, vês porque é que algumas empresas não deixam os bloggers darem largas à sua imaginação no que toca a publicidade? Podia sair-lhes alguém como eu...

 

Os meus amigos podem não ser melhores do que os vossos. Mas lá que têm negócios mais giros, lá isso... 

    

Li por aí que ser-se apartidário era uma triste desculpa para a desresponsabilização na altura de ir às urnas. Gostava de dizer às pessoas que acham isso, que ser-se apartidário (dos que têm consciência social e que votam) está longe de ser pêra doce. A vida não me é facilitada por eu ser apartidária, tal como não me é facilitada por eu ser agnóstica (teísta). Aquilo que para os outros está explicado à nascença, para mim é um desafio diário. Se, para muitos, a trovoada é um acto de Deus e pronto, para mim a trovoada é um fenómeno atmosférico. Pode formar-se no interior de massas de ar, por efeito orográfico, ou estar associada a frentes. E tudo se torna mais complicado. Eu sei que "não roubarei", mas isso para mim requer mais explicações do que ser um dos dez mandamentos. É todo um exercício, é toda uma luta diária que não se contenta com um "porque sim!". É o mesmo com o panorama político nacional. Não sou de esquerda. Não sou de direita. Há coisas em que sou tão à esquerda, que o Thein Sein ficaria de boca aberta ao ouvir-me falar, mas coisas há em que sou tão à direita que o Mussolini (se fosse vivo, claro) havia de cair duro no chão só de saber o que penso. E viver assim? Viver assim é muito difícil. Ao contrário dos que sabem que vão votar PS, por muita merda que Sócrates tenha feito, ou dos que vão votar PSD, apesar de deste partido fazer parte gente tão confiável quanto Zita Seabra ou Pedro Santana Lopes. Não tenho ideologia política (não confundir com falta de ideais, esses sobram-me) e sofro com isso todos os dias. Porque para ser a favor de certas coisas, neste país, convém que se seja contra outras coisas. E eu não peso as coisas assim, lamento lamentar (roubando a expressão à Teresa). Eu leio os programas. Eu procuro ouvir os debates. Tão depressa estou a bater palmas ao Portas como o estou a vaiar. Tão depressa enalteço o Louçã como digo que a criatura não deve viver neste país. Com o Sr. Jerónimo de Sousa simpatizo, o que não lhe dá o meu voto. Analiso o panorama político, a realidade do país. Posso votar à esquerda ou à direita, ao centro ou em branco. Mas voto sempre. E por isso não admito que venha para aí essa gente, resolvida à nascença, por ter a certeza que Deus/ Buda/ Jeová é que quis e que a coisa está bem se for à direita/ esquerda, dizer que ser apartidário é a saída fácil. Saída fácil é ser-se formatado. Saída fácil é ver Deus num partido e o Diabo em outro. Saída fácil é ir à praia em vez de votar. Ouvir, atentar, analisar, decidir... isto não é fácil. Mas é honesto.  

Do óbvio

por Bad Girl, em 10.05.11

Sabemos que falhamos REDONDAMENTE na escolha da nova cor de cabelo quando (estando ele fogosamente vermelho), NINGUÉM tece o mais pequeno comentário sobre o assunto. Nem o típico "pintaste o cabelo?"... Se eu precisasse de apaziguar a alma, diria que são umas invejosas. Mas não. E, pelo menos, fico a saber que não são hipócritas!...

Das pequenas diferenças

por Bad Girl, em 09.05.11

Eu avalio. Tudo. Todos. Sempre. Avalio as atitudes, as palavras, os discursos, o trabalho, a vida, as escolhas. Provavelmente avalio até os pensamentos e os sonhos dos outros. Não me preocupa o pretensiosismo em nada disso. Sei que, quando estou a avaliar, estou a usar os meus critérios, as minhas expectativas, a minha imagem. Sei que nada daquilo vale muito, no mundo lá fora.

Não julgo. Julgar requer imparcialidade, clarividência, bom senso. E eu não tenho nada disso. Ninguém tem. Aquelas pessoas que estão convencidas que sabem julgar estão apenas a atirar sentenças baseadas em avaliações mal feitas. Começaram por avaliar mal a capacidade que têm de avaliar os outros e continuaram avaliando os outros não segundo o seu critério, mas à sua imagem. E nunca verão nada de bom neles porque, quando olham para os outros, estão apenas a ver um reflexo de si mesmos. 

Das pessoas que não são "como elas"

por Bad Girl, em 01.05.11

Por motivos laborais que me são alheios, indesejados e que até me nauseiam um pouco, por vezes tenho de encontrar-me com esta criatura. Como eu sou uma pessoa educada e ela é uma pessoa hipócrita, nunca nada de mais acontece para além de cordiais diálogos e do trabalho feito. Na semana que passou tive uma reunião com ela e duas amigas dela que, por coincidência, também fazem parte do tal grupo de trabalho. Terminada a reunião, acabava eu o meu café enquanto elas debitavam conhecimentos sobre alguém que eu não conheço a não ser "de nome". Como o assunto não me interessava muito não sei dizer como chegaram a esta parte da conversa que, pela intensidade dramática conferida me fez voltar a prestar atenção à conversa:

 - Não gosto nada dela! - afirmava convictamente a tal da C.

 - Porquê? - perguntava uma outra C., que tanto pode ser A. como B.

 - Não te sei explicar. Não gosto. Ela não é como nós.

Enquanto eu fazia um breviário no meu cérebro a pensar se o "como nós" seria "tesas mas com a mania", se seria "hipócritas" ou se seria apenas e só "pessoas sem ponta de carácter" já ela completava a dissertação, fechando com um:

 - É uma parola. 

E eu senti-me muito bem. Porque, aos olhos daquela corja, provavelmente também eu sou uma "parola". Talvez por isso, por me achar uma "parola" que não é "como elas", à C. cause tanta impressão a minha existência. A mim sabe-me a elogio. E algo me diz que, um dia, vou gostar de conhecer a tal pessoa que não é como elas. Talvez seja como eu: uma parola profissional e com carácter. Já não há muitas, a ver pelo grupo que me rodeou. 

Não votar em partidos que, num país à beira da bancarrota, gastam números com sete dígitos na campanha eleitoral.

Assim de repente, dois já foram.

Aqui.

 

 

Compromisso: nas próximas eleições não vou votar em branco. Estou-me nas tintas para o "voto útil". Útil é todo e qualquer voto que faça deste país um país de gente que se preocupa, que quer ter uma palavra a dizer. Útil é o voto que é colocado nas urnas. Útil é o voto. Só. 


Mais sobre mim

foto do autor


Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

Algo a dizer? BAD MAIL

badgirlsgoeverywhere (arroba) gmail.com

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2006
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D