Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Deixem-se de merdas e trabalhem!

por Bad Girl, em 22.08.11

Este fim de semana fomos todos brindados com um surreal e desproporcionado ataque de pruridos por parte da classe "profissional" dos árbitros. Quisera eu, quando me pisam os calos, fazer uma birra e decidir não ir trabalhar. A sério que gostava. Aparecer, fazer barulho, dar nas vistas. Não pela competência porque essa, tivesse o senhor árbitro João Ferreira a certeza dela, e teria feito aquilo que lhe compete, que é meter os cartões no bolso, o apito na boca, e ir trabalhar. Mas não. Ficou ofendida, a virgem pura. Onde é que já se viu, um dirigente dizer que a classe (tipo assim em geral, mesmo) perdeu o respeito pelo clube? Senhores árbitros (sim, é para todos. Aparentemente ficaram todos com as orelhas a arder com as palavras de Godinho Lopes), eu cá não sou do Sporting. Deus me livre, até porque não tenho espírito de sacrifício nenhum, mas o que vocês estão a fazer (acho que neste preciso momento, em que se juntaram todos como se fossem as freiras que viram a pila ao padre) só vos devia causar embaraço. Andam há anos, décadas, a serem chamados de tudo por adeptos, jogadores e treinadores. Já vi conferências de imprensa em que vos chamaram ladrões. Corruptos. Filhos de senhoras da má vida. E vocês... na boa. Agora vai de saltar a tampa aos senhores só porque (sim, porque) alguém foi politicamente correcto o suficiente para vos dizer que vocês perderam o respeito por uma equipa. E, vai-se a ver, essa declaração é mais verdadeira do que o cabelo do Donald Trump. Tenham vergonha na cara, a sério. A continuar com esta fantochada, apenas provam que não só perderam o respeito pelo SCP como por vocês próprios. É preciso ter muito brio profissional para assumir que se fez merda, aceitar isso como algo que não se pode mudar, e comprometer-se em ser melhor. E nada disso vos ficava mal. A vossa classe, convenhamos, não é respeitada. Não tem o carinho das pessoas. Não é vista com bons olhos. E estas cenas melodramáticas só pioram, digo eu, que sou apenas uma adepta de outro clube, a vossa imagem. Boicotar o Sporting? Ganhem juízo. E brio profissional, de uma vez por todas. Quem não deve, não teme. A última vez que eu vi uma virgem ofendida na sua honra, foi-se a ver... era promíscua. (Yes, não escrevi put@!).

 

Hoje tive um tipo que me chateou por e-mail. Estou a pensar pedir escusa e não trabalhar amanhã.   

Hoje no meu telemóvel, uma oferta: "Precisa de dinheiro já? Transfira-o para a sua conta até ao limite disponível no seu cartão! Exemplo 1.500eur 12 meses, TAN 23,20%, TAEG 23,1%. Ligue XXXXX". O que sabem da minha vida os senhores do cartão Unibanco, que eu uso apenas quando viajo e que pago religiosamente no fim do mês? O que sabem das minhas dificuldades, do meu endividamento? Nada. Os senhores do Unibanco não sabem a mais pequena coisa sobre mim, excepto aquilo que eu lhes disse que era a minha vida, há coisa de dois anos atrás, quando achei que o cartão me fazia falta para as viagens. Sabem lá os senhores do Unibanco se eu não perdi o emprego entretanto. Se eu não precisei de contrair um empréstimo para me safar de qualquer coisa. Nada. Os senhores não sabem nada sobre a minha saúde financeira. Ainda assim, oferecem-me, de "mão beijada", € 1.500,00 que, daqui a um ano, me iriam custar € 1.848,00. Só. E eu, que tenho a sorte de ter um emprego (sim, pelo que tenho visto, ter um emprego, hoje em dia, não é só uma questão de competência, é também uma questão de sorte) e de ter as minhas finanças relativamente controladas, podia colocar-me num pedestal e dizer que sim, que os senhores podem fazer a publicidade que quiserem, porque as pessoas têm de ter juízo. Mas as pessoas não têm juízo. Muitas perderam-no, ao longo do caminho, junto com o emprego que lá vai e as contas que teimam em aparecer. Muitas pessoas não têm juízo, porque já nem sequer conseguem comprar comida. E uma oferta de € 1.500,00 para resolver problemas de hoje não pesa no quanto vai custar amanhã. Os portugueses não são educados financeiramente. E isto, esta falta de educação financeira, foi também o que nos levou à espiral de sobreendividamento em que nos encontramos. Não podemos exigir discernimento de pessoas que estão à beira do abismo. Não podemos esperar clareza de quem só tem cenários negros à sua frente. Mas podemos, devemos, reivindicar que o Estado proíba este tipo de ilusões. Sim, os adultos devem saber cuidar de si. Todos sabemos isso. Então e a publicidade ao tabaco, é proibida porquê?

Da pequenez humana

por Bad Girl, em 16.08.11

Antes de avançar com este post, devo fazer aqui uma declaração de intenções. Uma coisa que sirva para, quando terminarem a leitura, saberem muito bem o que me deixa as entranhas revoltadas. Para que não haja lugar para dúvidas. Nem para leituras nas entrelinhas. Sabe Deus o quão farta dessas eu estou.

Não aprecio, de todo, o humor que fazem os Homens da Luta. E não pus humor entre aspas porque o humor não sou eu que defino. Para mim, o "Último a sair" era humor. Para a minha avó, humor é "Os malucos do riso". Não discuto isso. Voltando ao bovino frio, não gosto particularmente do trabalho dos Homens da Luta: não me fazem rir, o espírito interventivo soa-me a forçado e a um pouco oportunista, mas isso, lá está, é uma opinião minha. Obviamente, e já presenciamos fenómenos deste género desde o Big Brother (ou antes, não sei bem), a fama é uma coisa que se cola às pessoas e lhes tolda a visão. Encadeadas com o barulho das luzes, algumas pessoas são capazes de fazer tudo para aparecer. Outras (ou as mesmas, numa fase mais avançada deste alpinismo desenfreado), são capazes de tudo para não desaparecer. E ainda há as outras. Aquelas que, maravilhadas com o resultado do "aparecimento", não percebem como é que todas as pessoas do mundo não lhes reconhecem um valor que, lá pelo meio do caminho e iludidos pela bajulação de meia dúzia de carneiros, se convenceram que tinham. Não sei qual é o diagnóstico destes senhores em particular, não sou a reencarnação de Freud e tanto se me dá que eles sejam famosos ou não, que tenham seguidores ou não. Posto isto, dou a outra face: não achando a mínima ponta de graça aos HdL, não pude deixar de esboçar um sorriso aquando da sua vitória no Festival da Canção. Mas desenganem-se: a piada foi o facto de os HdL terem ajudado a deitar por terra uma data de costumes instituídos. Não gosto do Zé Cabra e havia de achar a mesma piada a uma possível vitória dele no FdC. Esclarecido que está este ponto, ao que interessa: fui alertada para uma situação aberrante, que teve lugar na página dos novos salvadores da pátria: os senhores HdL, na página do Facebook, decidiram colocar o vídeo de uma rapariga (uma ex-concorrente do Biggest Loser português) que - horror dos horrores!!! - não conhece a música dos HdL. A arrogância, a megalomania... há uma pessoa que ousa não saber a cançoneta que deu visibilidade nacional aos senhores. E podia ter ficado por aí, ah, ah, ah, ela não sabe o refrão, que coisa mais estranha, e pronto. Mas não, os HdL decidiram legendar o fenómeno, com um "Cuidado com a reacção camaradas pá!!! Temos aqui um exemplo concreto pá!!". A língua portuguesa flui de uma forma exemplar, como se pode ver. Desengane-se, porém, quem acha que eu acho que os senhores são dotados de pouca fluência linguística. O que eu acho é que eles têm de falar ao nível de quem os "compra". Quatro sílabas, no delírio, e, e... Tanto quanto sei, o que os HdL não apreciam é a "reacção". Aos olhos dos HdL, a sociedade tem de ser mais activa e menos reactiva. E o que fazem eles para mostrar coerência? Instigam à reacção. Não acho que os senhores, quando publicaram o vídeo, soubessem onde isto ia parar, pelo que a minha opinião sobre eles fica para trás. É lamentável que sejam tão pequeninos que partam do princípio que as pessoas devam conhecer o trabalho deles. A menos que se pretendessem fazer humor. Eu, mais uma vez, não achei piada. Isso, para mim, descreve-os enquanto artistas e enquanto líderes do que quer que seja. Aquilo que me apetece esmiuçar agora não são os HdL. Esses têm um prazo de validade não maior do que a crise. São as bocas da "reacção" que se seguiram e que estão ao nível daquilo que faria um rato de esgoto, tivesse ele computador e acesso à net. Então, digam-me lá porque é que a rapariga não sabia a letra da música (?) - é como o humor, nem vou por aí - dos HdL. De acordo com os reactivos seguidores dos ditos, que vomitam as palavras "camarada" e "pá" como se de um código secreto se tratasse, ela não sabe a letra porque é gorda e loira. Portanto, vamos lá por partes: gente(inha) que vibra com os senhores que, alegadamente, querem despertar consciências, têm comentários insultuosos, intolerantes e plenos de apologia à segregação. Instigados pela mágoa (ia dizer "recalcamento", mas nem sequer sei se será isso) de umas virgens ofendidas, os admiradores que seguem reactivamente os senhores que abominam a reacção, acreditam que as pessoas devem ser segregadas de acordo com aquilo que pesam e a cor do cabelo que têm. Não todos, há meia dúzia de comentários decentes. É de aproveitar esta oportunidade de ver tanta perfeição junta, já que ali se deve reunir nada menos do que o que de mais interessante há na nossa sociedade. Pessoas magras e inteligentes que - não se pode ter tudo - sodomizam a língua portuguesa com todas as suas forças. Pessoas que não sabem escrever, não sabem pensar pela própria cabeça, mas que acreditam que têm uma luzinha no cérebro, só porque sabem trautear uma canção. São tão melhores do que a gorda... E do que eu que, apesar de não ser gorda nem loira, também não sei cantar aquilo.           

 

 

 

Sou toda pela liberdade de expressão. Mas não pela liberdade do insulto.

Ora bem, Londres, eu vou escrever isto uma única vez e espero que leias, registes, e aprendas.

 

Aqui neste país, onde não hesitamos em apontar-te o dedo por seres branda, não brincamos em serviço. Levamos a Justiça a sério, temos profissionais briosos e competentes em todas as áreas que trabalham com, para e pela Justiça. Que o diga a jovem italiana que, chegada ao nosso país, foi raptada, violada e espancada durante três dias por um cidadão de outro país qualquer, e que está ilegal no nosso. Ora logo ali no Tribunal, e estando provadas todas as agressões e vistas as marcas no corpo da turista, o juiz, essa pessoa em quem depositamos confiança e a quem os nossos impostos pagam, não hesitou em mostrar a sua mão firme e não foi de modas: de quinze em quinze dias, o cidadão que permanece neste país de forma ilegal terá de se apresentar na esquadra. Ah, pois é, Londres, que pensas tu? Que nós gozamos com os contribuintes? Não. Nós não vamos meter o filho da puta do bandalho na cadeia, porque isso, toda a gente sabe, custa dinheiro ao povo. Vamos mandá-lo para uma casa que não tem, e convidá-lo a aparecer duas vezes por mês, que sempre lhe dá uma margem de tempo para ele raptar e violar mais alguém. Talvez ainda lhe possamos arranjar uma habitação social e um subsidio. Integração, Londres, põe os olhinhos em nós, que somos tão bons...

Somos tão bons!...

por Bad Girl, em 10.08.11

Pelo segundo dia consecutivo dou por mim a ouvir pessoas convidadas do Telejornal daquelas que, aparentemente, têm inside information sobre os mais variados temas. Ontem o senhor convidado da TVI bramia palavras de indignação e de incredulidade quando confrontado com o facto de Londres ainda não ter canhões de água na rua. Não sei sequer o que faz o dito senhor, mas imagino que seja o melhor na sua área, pois hoje lá estava ele, outra vez, a apontar o dedo, a criticar o governo britânico, a insinuar que aqui, neste jardim à beira-mar plantado, nada daquilo era passível de acontecer. E nem era só ele. O jornalista da SIC, munido de microfone e tempo de antena, inventou um novo conceito de reportagem: o de transmitir os acontecimentos com a parcialidade que se quer, tecendo comentários, alvitrando sugestões e deixando conjecturas no ar. Somos todos muito bons, faz-nos impressão a mediocridade dos outros, prisioneiros da sua incapacidade. Mandamos bocas do "alto da burra" e, assim de repente, enquanto cuspimos para o ar, vamos esquecendo episódios como os do Bairro da Bela Vista ou da Quinta da Fonte. Sentemo-nos então, seguros da nossa superioridade, diagnosticando falhas aqui e ali nos outros. Já diz a minha avó: enquanto estão à janela a estudar a vida dos outros, estão de costas para a bagunça que lhes vai em casa. 

 

Em Londres, neste preciso momento, miúdos andam na rua a partir vidros. A destruir lojas. A pilhar. A incendiar. Em Londres, neste preciso momento, as pessoas decentes e que pagam impostos estão inseguras. Estão a ser atacadas nas suas casas. Em Londres, neste exacto momento, há um monte de bandalhos que a BBC e a SKY insistem em classificar com "young people", que se julgam no direito de amotinar e destruir tudo o que encontram à frente. Não posso deixar de me lembrar que, há coisa de uns quatro anos (devo ter isto num post antigo), fui a Londres a trabalho e nenhum dos clientes com quem eu ia reunir mantinha escritório em Londres. Depois de uma vida no centro de Londres, desistiram de resistir e rumaram à periferia. Estavam cansados de ver os seus carros vandalizados, as suas caixas do correio assaltadas, os seus empregados apavorados. "This is a f**** melting pot!", reclamou um deles. Mas ninguém parecia querer ver que aquilo que, outrora, era o charme de Londres, hoje era apenas um desastre à espera de acontecer. E eu sou toda a favor da multiculturalidade, excepto se ela for "guetizada". E também sou toda a favor da integração dos emigrantes, dos subsidiados, dos desfavorecidos, quando é isso que eles querem... ser integrados. E até acho que as crianças são isso mesmo, crianças, que devem ser protegidas e acarinhadas. Mas isso é tudo válido quando não estamos a olhar para um "melting pot", onde os emigrantes se "guetizam" e ostracizam cidadãos cumpridores. Quando não se comportam como Hunos. Não acredito em milagres. Não acho que as pessoas tenham o direito de chegar a um sítio, ao qual até podem pertencer mas que não é, certamente, deles, e queiram tomá-lo à força. Não acredito que estas "crianças" vão ser algo na vida que valha a pena, quando aos doze e treze anos tiram prazer de uma espiral de violência e destruição. Londres, neste momento, está a ferro e fogo. E tudo o que me resta de espírito social está recalcado por uma raiva tão grande, que não me ocorre nada de bom para desejar a esses mentecaptos. Apareçam, agora, os demagogos para explicarem que, no fundo, a culpa de isto estar a acontecer é... de quem está a ser abruptamente atacado. Nada que me surpreenda.  

Quão estúpido é preciso ser-se?

por Bad Girl, em 27.07.11

Não são atrasados mentais, não sofrem de surtos psicóticos, não são filhos de um Deus menor. São estúpidos. Jovens estúpidos que acham normal colocarem a sua vida (e essa não podia importar-me menos) e a dos outros em risco, para gravar vídeos. Na sexta-feira um imbecil desses (lá porque morreu não vai agora ser coitadinho) saiu de casa com o objectivo de "tourear carros" e acabou por morrer atropelado. Aplica-se a velha máxima de "quem anda à chuva, molha-se". Desprezo menos do que ele o valor da sua vida, certamente, pois não acho que merecesse morrer. Genericamente não acho que as pessoas devam morrer, principalmente aos dezassete anos. Mas aos dezassetes anos as pessoas pensam. São capazes de pegar num puto de um telemóvel e gravar a merda da habilidade de "tourear carros", para colocar o vídeo na net. Aos dezassete anos está-se a um ano de poder votar, de poder guiar (talvez até de ser toureado por um imbecil qualquer que decida replicar a proeza) e, se não me engano, de poder casar. Qual cinema, qual ir à praia, qual sair com os amigos? Giro, giro é "tourear carros". Não acho que o rapaz que morreu na sexta-feira merecesse morrer só porque era estúpido. As pessoas estúpidas não merecem, só por isso, morrer. Mas merecerá menos morrer uma pessoa que está na sua vida, com (quem sabe) o carro cheio de gente e que, para se desviar do imbecil que acha divertido "tourear carros", corre o risco de se espetar contra um muro. Se a morte tiver de assistir a um dos dois, que assista ao estúpido.      

 

Gostava que isto servisse de exemplo a alguém. Mas, como sabem, eu não acredito nessas coisas...    

Hoje não mudaria uma vírgula

por Bad Girl, em 24.07.11

Desculpem-me a pergunta e a intromissão: alguém perguntou a Amy se ela quer chegar a velha? Alguém perguntou a Amy se ela está preparada para enfrentar o Mundo lúcida? Se ela gosta de ver o Mundo quando está sóbria? Porque o Mundo, por tudo o que ouço dos concertos onde aparece "bêbada, drogada e em estado lamentável" gosta dela assim. Porque as pessoas não têm de ser perfeitas, clean e certinhas. Porque as pessoas não têm de ser bons exemplos se não o quiserem. Porque, e apesar de eu achar que é um desperdício de talento, Amy, tal como nós, tem direito àquilo a que se chama livre arbítrio. E isso é só a possibilidade de fazer com a vida dela o que quiser. Nem que seja destruí-la.     

 

Que descanse em paz. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tags:

Os "isso não resulta"

por Bad Girl, em 21.07.11

Não sei se eles andavam escondidos e a conjuntura os fez sair das tocas, ou se já os havia e eu não tinha dado por ela, mas nunca tinha tropeçado em tantos "isso não resulta" como agora.

A energia que as pessoas gastam ao chutar para canto qualquer proposta de saída da zona de conforto (que nem sempre lhes é confortável, convém lembrar) com um "isso aqui não funciona" ou "a ideia não é má, mas aqui nunca iria resultar", se fosse usada para escutar (não ouvir) as ideias dos outros e aplicá-las, seria mais bem empregue. Assombra-me a capacidade que as pessoas têm de ter medo das coisas. Há um medo enorme de ter trabalho, de rumar à mudança, de aceitar inputs dos outros. Medo de falhar. E, qual a melhor maneira de evitar o falhanço? Ficar com os rabos colados à cadeira, a fazer o mesmo que fizeram ontem, com a certeza de que será o que vão fazer amanhã. Que é uma coisa que não funciona necessariamente bem. Mas não resulta tão mal quanto aquela coisa nova que estão a sugerir-me que eu faça, mas que eu sei que "aqui não funciona". Ainda que eu amanhã reclame que isto é sempre a mesma coisa, que isto nunca muda. Apre, povinho mais complicado!

Já há muito que não passeava os olhos pelo pasquim do costume. E tenho pena, porque coisa alguma é capaz de me deixar mais baralhada do que a qualidade dos artigos que por lá se encontram. E como se farão esses artigos? É simples: primeiro, pega-se numa "não notícia". Depois, relega-se para segundo plano tudo quanto é facto ou informação pertinente. Finalmente, arranja-se uma imagem e juntam-se 5 frases à mesma. Se a frase emitir uma opinião pessoal do "jornalista", tanto melhor. É das primeiras coisas que se aprende no curso de Jornalismo.

 

Portanto, para este caso, pegou-se em Katie Holmes, criaturinha mais insonsa do que uma sopa de hospital (eu posso, não sou jornalista), anuncia-se uma fotografia da barriga pós-parto da mesma (apesar de o diabrete que é a filha da criatura ter 5 anos. Se há coisa que toda a gente sabe é que "pós" é posterior. E cinco anos é depois, ou não é?). Não satisfeita, a pessoínha que escreveu as 5 linhas que compõe a "notícia" ainda acrescenta que a barriga colada às costas da moça está mesmo a precisar de uma pequena cirurgia. Está, está. E o Cristiano Ronaldo está mesmo a precisar de um aumento de salário. Já o Correio da Manhã não está nada a precisar de assunto. 

 

 

 

 

  


Mais sobre mim

foto do autor


Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

Algo a dizer? BAD MAIL

badgirlsgoeverywhere (arroba) gmail.com

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2006
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D