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Sou um ser apartidário, não sou um ser apolítico.
Vivo a trezentos quilómetros de distância e, na prática interessa-me pouco quem vai ou quem deixa de ir “trabalhar” para os Paços do Concelho da capital.
Mas a localização do evento não evita a paródia nacional.
Pedro Santana Lopes volta a candidatar-se à Câmara de Lisboa.
Pedro Santana Lopes é o nosso Stallone.
Quando já se acreditava que Rocky Balboa estava morto, lá ressurge o dito, pronto para ir à luta. E há gargalhadas. E há escárnio e maldizer. E há comentários à boca pequena (e à grande). E abanares de cabeça e encolheres de ombros. Há isso tudo. Mas também irá haver uma horda de admiradores, de curiosos ou de simples desavisados que irão pagar para ver o filme...
Primeiro fazem a apresentação da equipa com o tema " La Famiglia". O Cajuda aparece à Marlon Brando de trazer por casa, e o resto da equipa (da "famiglia", portanto) foi ao beija-mão. Antes disso já tinham feito trinta por uma linha (expressão gira!) para entrarem pela porta da frente da Champions. Mesmo que isso significasse cuspir no prato onde andaram a comer (popularucha, que eu estou hoje!) durante anos, e associar-se ao dark side. E se há coisa que eu não suporto é gente mal agradecida. Para além de não suportar isso, há características minhas que não são novidade para vocês. Que eu sou rancorosa, mau feitio, e que passo do amor ao ódio com uma rapidez que deixa o Usain Bolt completamente atónito (eu e uma piada olímpica!) são algumas delas. Por isso não pude deixar de esboçar um sorriso pela aplicação da lei do Universo "cada macaco no seu galho" de ontem, que recambiou a "famiglia" inteira para a Taça UEFA. Se reclamaram da ida do FCP à Champions por causa de um processo que envolve árbitros, e se quiseram brincar à cosa nostra, nada mais natural que um árbitro mafioso lhes ter arrancado o direito de estarem no patamar cimeiro do futebol europeu. É justo? Directamente não. Mas como castigo do universo não deixa de ser irónico.
Posso dizer aqui que não há pessoas boas ou más na cama. Que há química, "encaixe", boas combinações, momentos perfeitos. Ou que não há nada disso. Posso dizer isso tudo, que acredito em tudo isso, e é verdade. Sou fiel à ideia de que não há mau sexo (quer dizer, haver mau sexo como resultado final, até há, isso é coisa que por aí não falta), e que em raros casos acredito que a culpa seja dos intervenientes. Todos nós (ou quase) já tivemos uma desilusão do tamanho do Mundo com a "cama". Uma "sala" perfeita para um "quarto" manhoso. Uma conversa a adivinhar o orgasmo e um orgasmo que nem com conversa chega. Depois, há o pólo oposto. O sexo de fazer perder a cabeça. De fazer os vizinhos convocarem reuniões de condomínio extraordinárias. De nos deixar com olheiras até às maçãs do rosto e um sorriso a cortá-las ao meio. De nos fazer entrar em contacto com todos os sentidos, segundos antes de quase perdê-los. Mas há uma coisa muito má nesse bom sexo. Péssima. Uma das piores sensações que se pode ter. É quando esse bom sexo acaba. Porque sim, de um dia para o outro, por todas ou nenhumas razões. Quando esse sexo acaba, criámos problemas muito sérios. Para nós, que trememos de medo da ideia de nunca voltarmos a ter nada parecido, e para aquele que vem a seguir ao "dono" do bom sexo, que é a inevitável competição com alguém que ele nem sabe que existiu. Não é justo, mas a vida também não o é.
Nunca fui praticante da política de boa vizinhança. Falo baixo nos corredores, despejo o lixo no sítio certo, ocupo o meu lugar de estacionamento, digo "Bom dia!" e "Boa noite", pouco mais. Nunca fui de achar que tinha de me dar com esta ou aquela pessoa só porque o universo nos pôs a morar numa mesma rua ou num mesmo prédio. Por isso, o que vou contar do meu novo vizinho é porque acho que ele é o meu novo vizinho. Pode morar aqui há meses, ou até há anos. Não sei, nunca o tinha visto antes. Antes do quê? Antes de me cruzar com ele no elevador pela primeira vez. Eu saía da garagem, ele dirigia-se para lá. Fiquei com a nítida sensação que ficou à espera de ver qual o andar que eu marcava. Troquei-lhe as voltas: marquei 0 e fui ver o correio. Mais tarde fiquei com a sensação que talvez aquilo tivesse sido impressão minha. E até achei que estava a ser um pouco convencida. Da segunda vez, uns dias depois, a cena repetiu-se, quase como um dejá vu. Breve pausa para descrever o vizinho: alto, giro, moreno, olhos muito verdes. Diz "Boa noite!". E fica a ver para que andar vou. Ora na sexta-feira, ainda eu fazia contas de cabeça para ver como me ia safar com a troca de umas lâmpadas fundidas (a primeira de duas da entrada fundiu há mais de duas semanas e eu não liguei. Quem precisa de tanta luz? Um dia convida-se os pais para jantar e deixa-se no ar ao pai que a luz fundiu... mas quando a primeira de duas lâmpadas da casa-de-banho (o sítio onde preciso de me pentear, maquilhar, arranjar) estoura à minha frente, a coisa passou de passível de protelação para urgente, num ápice) quando o jovem decide repetir a cena. Ora já era tarde, eu precisava de luz, e tenho muita lata. Quando entrei no elevador e ele ficou ali especado, eu lá respirei fundo e perguntei:Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!