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O Toni é um pintas. Um tipo daqueles que se acha muito melhor do que aquilo que realmente é. O Toni, lá na Faculdade, já todos toparam. Ninguém lhe liga grande coisa, e ele passeia-se por lá, a viver naquela realidade paralela, a achar-se o maior. Infelizmente, como em todos os sítios há um Toni, também há uma Rosarinho. A Rosarinho é boa miúda, mas burra como um cepo. Não será burra, vá, é mais para o crédulo. Da Rosarinho não reza a história. Ninguém se dá com ela, ninguém dá por ela e, não fossem as folhas de presença, a turma havia de jurar que nunca, em tempo algum, houve uma Rosarinho naquela turma. Houve um dia, porém, que se deu a maior festa de todos os tempos da Faculdade. O rebuliço à volta desta só se pode comparar (ainda que de forma fraca e sem jus feito) ao Baile da Cinderela. Para esta festa havia apenas dois requisitos: que se estudasse naquela Faculdade e que se levasse um par. A Rosarinho nem deu grande importância ao evento. Ela bem sabia que ninguém queria saber dela. Talvez viesse a tentar, mas sabia de antemão que aquela festa não era para ela. Já o Toni, esse, pôs-se a fazer contas à vida. A festa não era uma possibilidade, era uma necessidade. Está bem que os outros tipos, gajos claramente inferiores, têm namoradas e amigas com quem ir. E o Toni não tinha uma, uma só, amiga. O inevitável aconteceu, o Toni deu dois elogios à Rosarinho que, incrédula com a sua sorte, aceitou acompanhá-lo. Nas semanas que anteciparam a festa, o Toni foi visto por diversas vezes à conversa com a Rosarinho. Ninguém ligou muito àquilo, ninguém queria saber de nenhum deles para coisa nenhuma. O dia da festa chegou, a Rosarinho e o Toni lá foram, vistos juntos, fotografados juntos, divertidos juntos. Duas horas dentro da festa bastaram para o Toni dar por cumprida a sua missão. Feliz que estava com a entrada naquele mundo novo, não tardou em atribuir-se uma nova missão: a partir de agora, o Toni queria organizar aquelas festas. Com as suas regras, os seus amigos, mas sem a Rosarinho, de quem a História não mais rezou.
( A história não deixará de ser parva depois de saberem que o Toni é Marinho Pinto e a pobre da Rosarinho o MPT, mas talvez lhe dê algum ânimo…)
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!